terça-feira, 6 de junho de 2017

ADEUS, PACOTE DE VOZ! VALE A PENA UM CHIP QUE PROMETE WHATSAPP ILIMITADO?

  Foto: Divulgação

É uma verdade: estamos ligando menos para nossos amigos e familiares da forma tradicional, pois substituímos o discador telefônico do celular pela janela do WhatsApp. Tanto é verdade que Juarez Quadros, presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), alega existir uma concorrência desleal entre operadoras e aplicativos de mensagens.

O que pode piorar o lado das operadoras é que chegou neste mês ao Brasil o ChatSIM, chip criado em janeiro de 2015 nos EUA (anteriormente chamava-se WhatSIM) e que promete conexão ilimitada com o WhatsApp e outros aplicativos de mensagens em seu pacote básico.

Por R$ 214, você recebe em casa um chip que permite enviar mensagens de texto e emojis com WhatsApp, Facebook Messenger, WeChat, LINE, Telegram e outros apps de mensagens instantâneas no mundo todo - é uma boa pedida para quem faz viagens internacionais com frequência.

Contando com o Brasil, o ChatSIM tem parcerias com mais de 250 operadoras de 150 países. São elas que fornecem a conexão no país, e o gerenciamento dos serviços do chip fica com a ChatSIM. No Brasil, a operadora parceira é a Vivo.

Os R$ 214 cobrados incluem o chip físico (R$ 52); o uso livre dos apps de mensagens, custando R$ 52 por ano; e o frete de R$ 110,18, que entrega o chip no Brasil em três a cinco dias úteis. Ele funciona em celulares e tablets dos três sistemas mais conhecidos: iOS, Android ou Windows Phone - o aparelho precisa estar desbloqueado para usar qualquer chip telefônico.

Antes de sair correndo para comprar um, saiba que esse plano só contempla uso livre de texto e emojis no WhatsApp e afins. Se quiser acrescentar a isso o envio e recebimento de fotos, vídeos e ligações de voz no app, terá que pagar pelo menos R$ 52 a mais, que te darão 2 mil créditos. Também são vendidos 5 mil créditos por R$ 130, ou 10 mil créditos por R$ 260.

Cada megabyte de dado equivale a 50 créditos no ChatSIM, ou seja, 2 mil créditos correspondem a 40 MB de download de fotos e vídeos no WhatsApp. Segundo o site do serviço, isso dá para cerca de 200 fotos ou 40 vídeos ou 80 minutos de chamadas de voz. Além disso, mesmo com o gasto extra, não é possível fazer ligações telefônicas comuns, trocar SMS, nem acessar sites da internet.

Alternativas

Antes de chegar ao Brasil, o ChatSIM já havia ganho um concorrente no exterior. O FreedomPop é um chip que surgiu em agosto do ano passado na Inglaterra também prometendo WhatsApp grátis. Ele se estendeu para os EUA e em mais 30 países da Europa e Sudeste Asiático. Além do uso livre do app, ele permite no plano básico 200 MB de dados por 4,99 libras (R$ 20,80 na conversão livre).

E no Brasil? As operadoras costumam dar alguns benefícios para seus clientes, e com o WhatsApp não é exceção.

Atualmente a TIM e a Claro fazem isso. No pré-pago da TIM, quem carregar a partir de R$ 30 ganha WhatsApp sem descontar da franquia de internet, mas restrito a 50 MB por dia. Você pode ainda comprar esse pacote de WhatsApp livre de forma separada do seu plano pré-pago, por R$ 12.

Para o cliente pré-pago da Claro, o acesso grátis não desconta da franquia, mas sim do pacote de internet válido para esse app. Os pacotes diários custam R$ 0,99 (30 MB), R$ 1,29 (45 MB) e R$ 1,99 (65 MB). Os mensais custam de R$ 6,90 (150 MB) a R$ 27,90 (900 MB). Já o cliente pós-pago possui acesso ilimitado ao WhatsApp sem descontar da franquia.

Em março deste ano entrou em cena a Correios Celular, operadora de celular dos Correios. Pagando R$ 30, o usuário tem direito a 30 dias de internet (1 GB) além do WhatsApp grátis pra chamadas de voz, fotos e mensagens.

Existe uma certa controvérsia sobre se benefícios como esses afetam a neutralidade de rede garantida pelo Marco Civil da Internet (lei nº 12.965/2014). Ele afirma que sejam tratados de forma igualitária "quaisquer pacotes de dados, sem distinção por conteúdo, origem e destino, serviço, terminal ou aplicação".

O texto da lei diz que em caso dessa parte não ser cumprida, o responsável deve "abster-se de causar dano aos usuários", mas não é muito claro sobre punir quem dá apenas benefícios.

Chega de áudio no WhatsApp! Dá para transformar voz em texto, sem digitar

Por Márcio Padrão
Do UOL, em são paulo


Fonte: Uol Tecnologia

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